Conforme a
ciência da nutrição evolui surgem novos métodos eficazes para obtenção de
resultados no processo de desenvolvimento corporal. Há alguns anos se
popularizou a dieta cetogênica com uma promessa de emagrecimento milagrosa, mas
hoje, é fácil perceber as desvantagens da ausência do carboidrato para um
praticante de musculação.
A nova
tendência para o EMAGRECIMENTO é o “Carb Cycling” ou Ciclo de Carboidratos, que
consiste em aumentar o consumo durante um período e reduzir drasticamente em
outro. É um método extremamente eficaz que tenho adotado para protocolos de
cutting (redução da gordura corporal). Ele obedece a lógica do “dia do lixo” em
um conceito mais moderno que explicarei de forma simplificada.
Quando um
jejum de carboidratos (nossa principal fonte de energia) é iniciado nosso corpo
busca outros meios para obtenção de energia. Essa energia pode ser obtida da
própria degradação muscular ou dos estoques de gordura armazenados pelo corpo.
Assim que as reservas de glicogênio do fígado são exauridas, este órgão passa a
converter as gorduras (triglicerídeos) em ácidos graxos e corpos cetônicos para
serem usados como combustível no dia-a-dia.
O ácido
beta-hidroxibutírico (B-OHB) é um ácido carboxílico resultante deste
processo que pode identificar os níveis de Cetose em que a pessoa se encontra;
para medir o estado de Cetose basta comprar um teste de urina em farmáciae fazê-lo em casa.
O nível de
B-OHB de uma pessoa normal (sem diabetes, por exemplo) que não está fazendo
jejum é de zero. Dentro
de um dia de jejum, você pode esperar que este número chegue a 0,2 a 0,4 mM, e
cerca de 1,0 mM dentro de 48 a 72 horas de jejum completo, embora isso seja
altamente variável, pois depende do metabolismo de cada pessoa.
Ocorre que
o estado de Cetose apesar de mobilizar bastante as gorduras, tende a tornar o
metabolismo do usuário mais lento e deficiente. É aí que entramos com o ciclo
de carboidratos. Da mesma forma que o corpo leva um período para entrar em
Cetose, ele também não sai imediatamente após uma refeição de carboidratos... o
processo inverso é bem parecido, leva algum tempo.
- Como Ciclar Carboidratos?
Nosso corpo
não possui um calendário que diz qual o momento ele precisa ser reabastecido
pelo glicogênio proveniente dos carboidratos. Fazer o “dia do lixo” está mais
para uma tradição do que para um ato direcionado a melhora da performance
física.
O momento
de se reabastecer as reservas de glicogênio é simplesmente quando há
necessidade. Posso listar aqui alguns sintomas que falta excessiva de
carboidratos causa, sinalizando a necessidade do ciclo:
-Fraqueza
-Indisposição
-Stress
constante
-Perda acentuada
de massa muscular e estagnação do peso
-Acúmulo de
gordura e líquido no corpo
-Perda da
libido
A princípio
se faz necessário combater esses sintomas com o uso de carboidratos e gorduras
variadas. Em um momento futuro, o usuário saberá o "timming" do próprio corpo, não sendo mais necessário aguardar o surgimento dos sintomas para injetar glicogênio nas células.
- Exemplo de Ciclos de Carboidratos
Como
existem diferentes corpos e objetivos distintos, para cada pessoa se faz
necessária uma adequação do ciclo de carboidratos. Vou então citar alguns
exemplos:
a) Ciclo Iniciante: 1º dia “low carb”
(LC) // 2º dia “high carb” (HC). Nesta dieta o usuário alterna em um dia
comendo refeição bem regradas em carboidratos, e no dia seguinte retorna ao
consumo NORMAL. Nada de excessos, ok?
b) Ciclo intermediário: 1º e 2º dia (LC)
// 3º dia (HC).
c) Ciclo Avançado: 1º e 2º dia (LC) // 3º
dia com apenas três (3) refeições RICAS em carboidratos e gorduras [Refeição
que antecede o pré treino + refeição pré treino + refeição pós treino]. As
demais refeições continuam (LC).
* Nota: Se
sua refeição pré-treino é o café da manhã, a ceia do dia anterior é a refeição
antecessora.
d) Ciclo extremo: 1º dia (LC) os
carboidratos são consumidos, moderadamente, nas refeições pré-treino e pós-treino
somente // no 2º dia é feito (LC) normal em todas refeições // no 3º dia são
feitas três refeições (HC) assim como no ciclo avançado.
Esses foram
protocolos criados por mim visando a quebra da homeostase ou “estagnação” da
perda de peso em diferentes níveis de uma dieta de CUT. Mas entendendo a lógica
do ciclo de carboidratos que foi exposta neste artigo, cada leitor pode
formular sua própria dieta visando atender as necessidades do próprio corpo. É
muito importante lembrar que a ajuda de profissionais COMPETENTES é essencial
para a preparação de uma dieta que chegue o mais próximo possível da perfeição.
REFERÊNCIAS
REQUIÃO,
Reiner. O QUE É REALMENTE CETOSE? 2014. Disponível em < http://diaadialowcarb.com.br/o-que-realmente-e-cetose/>.
Acesso em: 29/08/2014.
REVISTA
SUPLEMENTAÇÃO - ANO 04 - EDIÇÃO 15.
Entenda tudo sobre Cetose. Disponível em < http://www.revistasuplementacao.com.br/noticia/Entenda_tudo_sobre_Cetose.699>.
Acesso em: 29/08/2014.
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