sexta-feira, 29 de agosto de 2014

CARB CYCLING – CICLO DE CARBOIDRATOS




Conforme a ciência da nutrição evolui surgem novos métodos eficazes para obtenção de resultados no processo de desenvolvimento corporal. Há alguns anos se popularizou a dieta cetogênica com uma promessa de emagrecimento milagrosa, mas hoje, é fácil perceber as desvantagens da ausência do carboidrato para um praticante de musculação.

A nova tendência para o EMAGRECIMENTO é o “Carb Cycling” ou Ciclo de Carboidratos, que consiste em aumentar o consumo durante um período e reduzir drasticamente em outro. É um método extremamente eficaz que tenho adotado para protocolos de cutting (redução da gordura corporal). Ele obedece a lógica do “dia do lixo” em um conceito mais moderno que explicarei de forma simplificada.

Quando um jejum de carboidratos (nossa principal fonte de energia) é iniciado nosso corpo busca outros meios para obtenção de energia. Essa energia pode ser obtida da própria degradação muscular ou dos estoques de gordura armazenados pelo corpo. Assim que as reservas de glicogênio do fígado são exauridas, este órgão passa a converter as gorduras (triglicerídeos) em ácidos graxos e corpos cetônicos para serem usados como combustível no dia-a-dia.

O ácido beta-hidroxibutírico (B-OHB) é um ácido carboxílico resultante deste processo que pode identificar os níveis de Cetose em que a pessoa se encontra; para medir o estado de Cetose basta comprar um teste de urina em farmáciae fazê-lo em casa.

O nível de B-OHB de uma pessoa normal (sem diabetes, por exemplo) que não está fazendo jejum é de zero. Dentro de um dia de jejum, você pode esperar que este número chegue a 0,2 a 0,4 mM, e cerca de 1,0 mM dentro de 48 a 72 horas de jejum completo, embora isso seja altamente variável, pois depende do metabolismo de cada pessoa.

Ocorre que o estado de Cetose apesar de mobilizar bastante as gorduras, tende a tornar o metabolismo do usuário mais lento e deficiente. É aí que entramos com o ciclo de carboidratos. Da mesma forma que o corpo leva um período para entrar em Cetose, ele também não sai imediatamente após uma refeição de carboidratos... o processo inverso é bem parecido, leva algum tempo.

- Como Ciclar Carboidratos?

Nosso corpo não possui um calendário que diz qual o momento ele precisa ser reabastecido pelo glicogênio proveniente dos carboidratos. Fazer o “dia do lixo” está mais para uma tradição do que para um ato direcionado a melhora da performance física.

O momento de se reabastecer as reservas de glicogênio é simplesmente quando há necessidade. Posso listar aqui alguns sintomas que falta excessiva de carboidratos causa, sinalizando a necessidade do ciclo:

-Fraqueza
-Indisposição
-Stress constante
-Perda acentuada de massa muscular e estagnação do peso
-Acúmulo de gordura e líquido no corpo
-Perda da libido

A princípio se faz necessário combater esses sintomas com o uso de carboidratos e gorduras variadas. Em um momento futuro, o usuário saberá o "timming" do próprio corpo, não sendo mais necessário aguardar o surgimento dos sintomas para injetar glicogênio nas células. 


- Exemplo de Ciclos de Carboidratos

Como existem diferentes corpos e objetivos distintos, para cada pessoa se faz necessária uma adequação do ciclo de carboidratos. Vou então citar alguns exemplos:

  a)   Ciclo Iniciante: 1º dia “low carb” (LC) // 2º dia “high carb” (HC). Nesta dieta o usuário alterna em um dia comendo refeição bem regradas em carboidratos, e no dia seguinte retorna ao consumo NORMAL. Nada de excessos, ok?
  b)   Ciclo intermediário: 1º e 2º dia (LC) // 3º dia (HC).
  c)   Ciclo Avançado: 1º e 2º dia (LC) // 3º dia com apenas três (3) refeições RICAS em carboidratos e gorduras [Refeição que antecede o pré treino + refeição pré treino + refeição pós treino]. As demais refeições continuam (LC).
* Nota: Se sua refeição pré-treino é o café da manhã, a ceia do dia anterior é a refeição antecessora.
  d)   Ciclo extremo: 1º dia (LC) os carboidratos são consumidos, moderadamente, nas refeições pré-treino e pós-treino somente // no 2º dia é feito (LC) normal em todas refeições // no 3º dia são feitas três refeições (HC) assim como no ciclo avançado.

Esses foram protocolos criados por mim visando a quebra da homeostase ou “estagnação” da perda de peso em diferentes níveis de uma dieta de CUT. Mas entendendo a lógica do ciclo de carboidratos que foi exposta neste artigo, cada leitor pode formular sua própria dieta visando atender as necessidades do próprio corpo. É muito importante lembrar que a ajuda de profissionais COMPETENTES é essencial para a preparação de uma dieta que chegue o mais próximo possível da perfeição.

REFERÊNCIAS
REQUIÃO, Reiner. O QUE É REALMENTE CETOSE? 2014. Disponível em < http://diaadialowcarb.com.br/o-que-realmente-e-cetose/>. Acesso em: 29/08/2014.
REVISTA SUPLEMENTAÇÃO - ANO 04 - EDIÇÃO 15. Entenda tudo sobre Cetose. Disponível em < http://www.revistasuplementacao.com.br/noticia/Entenda_tudo_sobre_Cetose.699>. Acesso em: 29/08/2014.

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